Indicação para uso de meias elásticas?
Julho 24, 2026
Além dos tratamentos médicos, sabia que a fisioterapia pode ajudar?
O corpo fica com marcas, umas visíveis, outras que só se sentem: a cicatriz que repuxa, o braço que parece mais pesado, a pele que mudou depois da radioterapia, o ombro que já não sobe como antes.
A fisioterapia dermatofuncional trabalha exatamente aqui. Não substitui o acompanhamento oncológico. Complementa-o, ajudando o corpo a recuperar função, conforto e confiança.

Quando há uma lesão (cirúrgica ou não), o corpo repara o tecido com colagénio novo. Mas esse colagénio inicial é depositado de forma desorganizada, em várias direções, ao contrário do tecido saudável, onde as fibras estão alinhadas segundo as linhas de força habituais.
Precisamos orientar a direção das fibras de colagénio, garantir uma boa mobilidade entre planos cicatriciais, sem aderências ou fibrose, e consequentemente recuperar/manter uma boa mobilidade articular.
Para isto, é feito um trabalho de terapia manual especializada, e recorremos a algumas tecnologias como laser de baixa intensidade, ondas de choque e kinesio taping..

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Fibrose e disfunções faciais
Numa cirurgia há formação de tecido conjuntivo denso e menos elástico como parte do processo normal de cicatrização, depois de qualquer incisão, esvaziamento axilar ou reconstrução. O corpo “repara” a zona e substitui tecido lesado por colagénio, mais rígido do que o tecido original. (Fibrose cirúrgica). Surge a curto prazo, semanas/primeiros meses.
Por outro lado, a radioterapia também deixa a pele mais seca, sensível, escurecida ou endurecida (fibrose actínica). Estas alterações podem surgir ou agravar-se meses depois do fim do tratamento.
A fisioterapia ajuda a manter a elasticidade dos tecidos, a melhorar o conforto e a evitar que a rigidez limite o movimento do ombro e do braço.
Técnicas como a terapia miofascial, a vibroterapia, a terapia por ondas de choque radiais, entre outros recursos são ótimos aliados.

A disfunção que suscita mais procura pelos nossos serviços é o Linfedema, que se caracteriza pelo aumento de volume do membro superior. Nem todas as pessoas o desenvolvem. O risco é maior quando há esvaziamento axilar e menor quando se retira apenas o gânglio sentinela. O linfedema pode aparecer meses ou até anos depois, e por isso a vigilância continua muito depois da cirurgia.
No entanto, mesmo não havendo remoção de gânglios, podemos ter edema mamário e perimamário, e edema na região lateral e posterior do tronco. Que deverá ser tratado o quanto antes, para melhoria do desconforto e função das articulações adjacentes.
Os recursos que mais utilizamos são a drenagem linfática manual, vibroterapia, terapia miofascial e kineio taping.

A fisioterapia dermatofuncional pode atuar na prevenção e reabilitação da Radiodermite.
Como? na prevenção com técnicas que ajudam a preparar a pele para a radioterapia, aumentando a sua resistência e potenciando a função barreira. Na reabilitação usamos microcorrentes, fotobiomodulação e terapia manual para aumentar a oxigenação e potenciar a recuperação da pele lesada por radioterapia.

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Disfunção da barreira cutânea
A quimioterapia e a terapia hormonal conduzem frequentemente a uma disfunção da barreira cutânea que se manifesta de diversas formas: eritemas, hiperpigmentação, descamação prurido ou pápulas.
Podemos e devemos intervir também a este nível recorrendo a recursos como os peelings químicos, a cosmologia e a fotobiomodulação.
